A maioria das pessoas negligencia a importância dos primeiros passos. Isso acontece em tantos lugares, e com uma tal variedade de pessoas que às vezes até me assusto. Na área de games, com uma multidões de termos técnicos, cada um preso à espeficidade de sua área, é comum tanta informação passar batida pela gente. Como já não bastasse os números e acontecimentos da indústria em si, as novidades tecnológicas e as conquistas técnicas dadas pela eterna e boa criatividade que pipoca em lugares afastados do mundo inteiro não podem ser todas, aprendidas, conhecidas. Eles chamam isso de Sociedade da Informação, onde você verá quase tudo, muito mais informação que seus avós e seus pais, porém, não absorverá nada. A geração Click, ou Z, de Zapping, na qual eu e você estamos incluído (se você tem bem mais de 30 anos, desconsidere essa afirmação), se acustumou com os controles e mudanças repentinas de canais, de janelas no pc, de banda preferida, ou seja lá o quê. Vivenciando tudo, somos capazes de vivenciar bem uma coisa só? Os estudos de marketing, diretamente relacionados ao comportamento humano de consumo, nos falam em modismos, modas e mudanças que vieram para ficar. Isso tem alguma relação no que consumimos, como pessoas, tanto em mente quanto em corpo. Estamos vivendo modismos de curto prazo, ou absorvendo partes duradouras de uma cultura? Pergunta difícil aquela, essa então, não me dá resposta alguma.
A questão é que a influência da geração Z também está ligada aos nossos hábitos como desenvolvedores na indústria de games. Tirando os tios, a geração criadora de games tem menos de 30 anos, e acredita que saber tudo será essencial para fazer grandes games. Como ela absorve os elementos da cultura alheia sem nenhuma barreira, nessa troca de um lado só, eu pergunto onde está a reflexão básica sobre o que usar, como usar, quando usar. Talvez devamos seguir o caminho especializado dos americanos, onde todas as boas partes são incrivelmente especializadas e poderosas em sua área, que dialogando entre si, são capazes de como um todo entregar um grande projeto pronto, e finalizado. Nossos jovens recebem educação formal para aprenderem sobre tudo, e com isso, eles se tornam bons em alguma coisa? Se só se tornam melhores depois ao longo do esforço perene e perpétuo, então, porque se lançam tão imediatamente no mercado, incapazes de suprir com reflexões e prática, as necessidades que o mercado apresenta. Se lançam porque tem coragem, ou paixão, e ambos não pedem licença para buscar fazer acontecer. Mas, será suficiente, ou simplesmente, dentro e fora das universidades as diversas áreas nunca se integram e nunca são incentivadas a conversarem entre si, e tramarem projetos juntos, onde as partes se complementam.
Além da rede de vaidades que uma pessoa que aprende sobre bastante coisa de um todo pode se submeter (o que é vital para o fracasso pessoal e profissional, cedo ou tarde), me questiono profundamente se devemos crer que saber sobre tudo é de fato o melhor caminho. Mais ainda, crer e saber, é o suficiente para agir? Ou para agir é necessário um elemento muito mais que isso, que envolve o que a geração de nossos pais e avós aprenderam, em suas escalas correspondentes. Devemos aprender com as pessoas. Uma vez ouvi que a geração gabosa de si do final do século e início do milênio, se entupe de informação, porém, não aprendia a lidar e conhecer as pessoas. Não havia contato e percepção de contato suficiente. Sim, são nossos clientes nosso alvo, e nenhum game feito, é posto na estante e celebrado como um troféu egoístas de nossas muitas capacidades. Não, uma pessoa irá jogar, será preciso aprender que o consumidor não existe para nos entupir de dinheiro, e sim, para ser compartilhado com algo que proporcione uma troca. É preciso que a nova geração compreenda coisas como essa. Aprender de mente aberta e humildade no peito, é o primeiro passo. É vital.
Sempre é.
A raposa sabe vários truques; o porco-espinho, um único e eficaz.
Arquíloco.